domingo, 4 de outubro de 2009

Capítulo V - A invisível guerra de 3 lados.

Nos entre olhamos confusos, estava a maior gritaria, ouvíamos tiros; parecia que algum tipo de comando tático havia invadido o lugar. Diversos lobisomens passaram a correr pela sala frenéticos indo na direção de onde vinham os barulhos, alguns nem estavam transformados, estavam na forma humana mas portavam armas pesadas, AKs, M60s, e outros rifles que nem sei identificar.

De repente a parede explode e um lobo mutilado voa contra as grades das nossas pequenas celas. Ele se levanta e rosna para um homem que vestia uma armadura militar, parecida com a dos soldados americanos, mas em cores urbanas. O homem ergue sua arma, uma FAMAS com um lança granadas de 40 mm acoplado abaixo do cano.

- Adeus totó – ele ridicularizou o lobisomen e disparou uma granada em seu peito. A criatura explodiu, tripas voaram para todo lado. Meio nojento eu achei, mas a explosão também arrebentou as portas das celas.

- Ei! Socorro velho, esses bichos trancafiaram a gente aqui.

Ele nos olhou cm uma cara de indiferença. – Desculpe garoto. – e nos fuzilou.

Caímos no chão por causa do impacto das balas, não doera mais que os tiros que havia recebido na noite anterior, mas além do sangue, um estranho líquido prateado também jorrava das feridas. Eu tirava a bala de dentro do meu peito. O soldado olhou-nos com um expressão assustada.

- Ahh merda! Vamp... – sua exclamação foi interrompida pelos dentes do café cravados na sua jugular. Ele arrancou as veias do homem com sua mordida e a cuspiu no chão.

- Caralho velho! Quem são esses caras – eu gritei para ele.

- E faz diferença? – ele me respondeu pegando o rifle do cadáver.

Juntamos nos a matança. Café mostrou que sabia usar bem uma arma. Não saiu por ai segurando o dedo, como eu teria feito se estivesse na minha mão, ele racionava tiros matava soldados e lobos que estavam sozinhos com curtas rajadas, enquanto usava as granadas de 40mm para explodir pequenos grupos que estivessem próximos.

Por estar desarmado evitei conflitos com lobisomens, já vi ontem que não tenho chance contra um deles, mas os soldados eram um banquete de um buffet boca-livre. Ao que parece a munição que eles estavam usando era extremamente eficiente contra lobisomens, as balas causavam uma irritação e inchaço na região atingida, o que os levava a morte em poucos segundos, as facas que eles usavam causavam o mesmo efeito. Porém elas pareciam basicamente inofensivas para nós vampiros.

Claro que as granadas eram outra historia, mas se nenhuma em acertar ta tudo bem.

Eu lutava com vários daqueles soldados ao mesmo tempo, por estar em combate aproximado eles evitavam as granadas, até mesmo os rifles. Um deles me atacou com sua faca, desviei o rosto do caminho da lamina e mordi seu pulso, seus parceiros tentaram me cortar também, usei o soldado como escudo humano. Segurava-o pelo pulso do qual me alimentava e com meu braço direito segurava-o pelo pescoço desviando seu corpo para bloquear as facadas.

Joguei o cadáver no chão, peguei a faca dele, defendi um golpe horizontal de algum pobre coitado, girei sua lamina e cravei a faca na sua mão, que ficou presa a parede.

Outros dois que lutavam comigo também me atacaram ao mesmo tempo, esquivei do golpe de um e com um chute quebrei o joelho do outro. Este caiu no chão gritando de dor, mas tentava se levantar, mas o outro seguiu atacando, com um corte de baixo para cima que continua não me acertando.

Puxei a faca do pulso do coitado preso a parede e com um corte radial cortei as três gargantas.

Ia à direção ao Café, não que ele precisasse da minha ajuda para continuar sua chacina, estava com uma metralhadora em cada mão e incontáveis corpos humanos e de lobisomens ao seu redor. Eis que surge um soldado o qual o rifle tina sob o cano uma lanterna, ele a ascende, emitia uma estranha luz azulada.

Parecia inofensiva até que ele apontou-a para Café, seu braço que foi iluminado queimou instantaneamente. O soldado se aproximou dele, ia executa-lo com aquela luzinha, nem tive tempo de pensar, peguei uma pistola do chão e atirei no homem que caiu ao lado do Café.

Os lobisomens não perderam a oportunidade, 5 voaram para cima dos dois moribundos. Café olhou para mim e disse num tom calmo, quase feliz:

- Simplesmente de o fora daqui garoto. – ele puxou 6 pinos de granadas presas a roupa do soldado no exato momento em que os lobos cravaram seus dentes deles.

Uma bola de fogo enorme consumiu tudo que estava ali, deixando só alguns pedaços de carne carbonizados. Procurei uma saída, havia uma janela no segundo andar do enorme galpão onde eu estava. Sai correndo aproveitando a confusão gerada pela matança entre humanos e lobos para passar despercebido. Subi as escadas mas logo que ia saltar pela janela recebi uma pancada muito forte e voei contra a parede. A pistola voou da minha mão.

Um lobisomem enorme me encarava como que dizendo “Aonde pensa que vai moleque?” Reconheci-o pela bandana em sua testa, era o “Rambo”, de fato agora ele ainda carregava uma enorme metralhadora calibre 50, fazendo a verdadeira figura de um Lobisrambo.

Ele apontou a enorme arma na minha direção, pulei pouco antes que ele puxasse o gatilho, a curta rajada de balas foi o suficiente para derrubar a parede na qual ele tinha me arremessado. Mas agora eles estava entre mim e a liberdade.

Investi contra ele mesmo desarmado. Ele tentava atirar em mim, mas eu desviava o cano da metralhadora da minha direção. Cheguei perto o suficiente para que ele tentasse abocanhar minha cabeça, segurei sua mandíbula, uma mão nos dentes de baixo outra nos de cima, minha cabeça já estava dentro da sua boca, se ele a fechasse me decapitara com certeza.

A mandíbula dele era extremamente forte não ia agüentar por muito mais tempo. Mordi sua língua, o sangue de lobisomem tinha um gosto diferente do dos humanos, Ele grunhiu e balançou o corpo com força de um lado para o outro tentando fazer com que eu me soltasse. Começou a me bater com a arma, por sorte, e pelo tamanho exagerado do cano da .50, estava muito perto para que ele apontasse-a para mim.

Ele acabou me arremessando longe de novo, dessa vez com um pedaço da sua língua na minha boca. Ia atirar em mim, mas perdeu tempo pó causa de um soldado que corria na sua direção. Acertou 3 tiros da .50 no quadril soldado, partiu-o em dois. Isso era o que aconteceria comigo se me acertasse.

Pulei no seu braço que segurava a metralhadora, usava os pés para afastar seus dentes. Enfiei as mãos pelo ferrolho da metralhadora e consegui desmonta-la. Ele conseguiu me agarrar pelo pescoço, sentia meu crucifixo sendo pressionado contra minha pele pela enorme garra do monstro. Porém a pata que me segurava começara a inchar, suas veias ficaram saltadas. Ele me arremessou, cai no chão a alguns metros.

O lobo voava na minha direção com a boca escancarada, mas ao meu pé estava nada menos que a pistola que antes carregava. A peguei – que dia de cão, ein Rambo? – foram as palavras que vieram a minha cabeça no momento que puxei o gatilho. A bala entrou pela sua boca enorme e saiu pela nuca. Seus olhos ficaram vermelhos e inchados, sua garganta e boca começaram a perder a cor, ficaram azuladas com uma aparência podre.

O enorme monstro caiu aos meu pés morrendo. O estranho líquido prateado escorria da ferida juntamente com o sangue.

Guardei a pistola, peguei um casaco que estava jogado ao chão para esconder as roupas ensangüentadas e sai pela janela, pulei para o telhado ao lado e corri para o mais longe possível do lugar.

Por sorte o casaco tinha uma carteira, apenas 30 reais, mas era o bastante para pagar a diária de um hotel espelunca que encontrei. O velho e mal encarado balconista nem me perguntou nada, simplesmente pegou o dinheiro e me deu a chave. Minha única exigência, que o quarto tenha cortinas grossas....

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