Eu fiquei lá, sentado no chão, cabeça entre as pernas, o cadáver de meu velho amigo estava lá caído ao meu lado.
Minha mente começou a se perder em pensamentos, o que foi tudo isso? Dos dias rotineiros de qualquer pessoa, para uma historia tão absurda que nem em filmes eu vi algo parecido. Tudo parecia desmoronar ao meu redor, naquele onde a luz não chegava, a noite se tornou manhã, a manhã foi engolida pela noite de novo; eu permaneci lá imóvel.
Uma voz familiar quebrou o silencio.
- D!!!!
Eu abri meus olhos e ergui a cabeça, era a voz de Érika ecoando de longe. Me levantei fui até a saída do beco. Ela me avistou de algumas quadras de distancia, correu em minha direção. Ela me abraçou, não esperava por isso.
- Nós estávamos te procurando, os caçadores limparam tudo no prédio onde os lycans viviam, não tínhamos nem sinal de você.....
- Eu estou bem. – eu respondi sem muito sentimento.
- E Timo?
- Ele não conseguiu.....
- E seu a...
- Também não.... – eu respondi sem olhar nos olhos dela.
Eu ia me afastando, ela gentilmente pegou meu braço.
- Venha, vamos pra casa... tá bem?
- Casa.... – uma idéia diferente da que ela tinha me veio a cabeça – Casa seria bom.
Ela me levou pelas ruelas escuras até onde seu pai estava a nos esperar ao lado de um carro preto... Não prestei muita atenção no carro, nem em nada em volta.
Bruno abriu a porta para nós.
- É bom te ver bem garoto.
- Valeu. – eu respondi, sem realmente me importar.
A viajem era longa, aquele bairro velho ficavam bem longe da chamada “nossa casa”. Eu ia calado olhando pela janela no banco de trás junto com Érika do outro lado. Bruno estava dirigindo; Érika queria quebrar meu silencio perturbador, mas não sabia o que dizer. Eu tentei fazer isso eu mesmo.
- E o que houve com aqueles lobos Érika?
- Eles estão a bem, outras alcatéias os acolheram, não terão mais que viver escondidos. Você salvou vidas lá atrás D.
- Salvei.....? – mas a única vontade que tinha agora era tirar. Uma vida, a vida que eu considerava responsável por tudo isso. – Bruno, você acharam o Velkan já?
- Ele saiu da cidade, mas estamos rastreando sua localização. Não vai demorar para o termos em mãos.
- Ótimo. – pensamentos obscuros me animaram nesse momento.
Chegamos, a Casa dos Sensores. Julia e Fernandes estavam felizes em me ver de novo. Eu tentei não parecer tão apático quanto estava no carro. Eles me mandaram ir descansar, tirar algumas noites de folga. eu não precisava de descanso....
- Fernandes? – eu me aproximei – Você fez minha lamina?
- Devo estar terminando-a amanhã. Por enquanto vá tomar um banho e se deitar ok?
- Certo. – eu deixei a sala principal rumo aos quartos.
- O que ele te pediu? – Érika perguntou curiosa – Uma espada?
- Não exatamente.....
Eu dormi como uma pedra a manhã inteira, quando acordei minha mente estava clara e eu estava determinado a terminar o que começaram por mim. Fui direto ao laboratório de Fernandes.
- Boa noite D. – ele me saudou – sua “encomenda” está bem ali. – ele aponta para uma maleta prateada. – Como você pediu, pode dobrá-la para carregar numa mala ou até mesmo nas costas.
Eu abri a mala, a lamina curva prateada devia ter mais ou menos um metro, com eu pedi. O cabo se dobrava em partes iguais do mesmo tamanho da lamina. Eu à tirei da mala.
- Basta girar com força que ela vai se armar. – Fernandes explicou.
Eu fiz, o cabo se desdobrou, as extremidades de cada ponta se encontram e enrijecem formando um cabo solido.
A foice se armou incrivelmente rápido. Era exatamente como eu imaginei.
- Linda! – eu exclamei.
- É sempre bom ter alguém que pode apreciar meu trabalho. – Fernandes respondeu grato. – Acha que vai aprender rápido?
Eu girei a foice rápido dando um tranco no sentido contrário do que ela se arma, o cabo voltou a dobrar e arma estava compacta de novo.
- Eu vou tomar meu tempo. – respondi.
O tempo foi passando, Bruno e Fernandes iam conduzindo a busca por Velkan, com a ajuda daqueles caras da tal Casa de Nocturne. Eu não participava da busca, ficava apenas em nossa casa treinando, aperfeiçoando o manuseio da foice. De nada me interessava procurar, somente o que fazer quando achar. Passaram dois meses seguindo apenas rastros da alcatéia criminosa. Tempo que me serviu bem para compreender o potencial da minha nova “ferramenta”. Uma noite eu estava treinando com de costume quando Luc entra na sala, ele tem aparecido bastante por aqui desde que os Nocturnes começaram a nos auxiliar, algumas vezes ele vinha aqui me assistia treinando, mas nunca dizia uma palavra; hoje ele veio direto até mim.
- Nós encurralamos um grupo que se separou da alcatéia do Velkan... Que tal sair um pouco de casa garoto?
Não pude evitar abrir um sorriso, dobrei a foice...
- Ótimo! - Luc exclamou, feliz como um guerreiro ansioso por um combate - não vejo um ceifador em ação a uns duzentos anos....
Na garagem eu ia pegar a chave de alguma das motos, Luc me impediu.
- Pode deixar garoto, eu dirijo essa noite. – ele disse girando uma chave no dedo.
- Chegaríamos mais rápido em motos – pelo logotipo na chave percebi que se tratava de um Peugeot, logo ele pretendia ir de carro.
- Não garoto, não chegaríamos não....
Julgando pelo fato de Luc ser francês e pelo seu estilo mais sofisticado e elegante, como vampiros de filmes, pensei num carro luxuoso, mas que não de fato fosse o que precisávamos exatamente agora..... pensei errado.
Parado em numa “vaga de visitantes”, não se parecia com nada que eu já tivesse visto.
O carro era baixo, mas ainda assim grande, as linhas sinuosas com todos os cantos arredondados, aparência super aerodinâmica, a carroceria preta, tal como os vidros, um tom de vinho escuro nos pára-lamas integravam-se a carroceria acomodando também os faróis. Olhando de frente os faróis e grade davam a aparência de uma criatura caçadora, olhando fixamente para sua presa. Os faróis traseiros também tinham visual afiado e agressivo, no centro 4 tubos de escapamento com o logo tipo enorme da marca logo acima deles. Um super esportivo de luxo com um ar retro e ao mesmo tempo futurista.
Eu andei em torno do carro sem nem ao menos entendê-lo.
- Que po....
- Esse, garoto, é o Peugeot 4002. – ele me cortou respondendo com um tom de orgulho à pergunta que já sabia que eu faria – Não é produzido, mas se você souber para quem pedir pode conseguir um.... alimentado pelo V12 de 5,5 litros do 908HDi. – ele apertou um botão na chave e as portas se abriram – mas se você quiser mesmo ir de bicicleta... é só não se perder...
Entramos no carro, era tão impressionante por dentro quanto por fora.
- Afinal, onde estão os capangas de Velkan agora...
- Não é onde eles estão agora... – Luc responde ligando o motor - é onde eles vão estar quando os alcançarmos.....
O carro corria pelas estradas vazias da noite, havíamos deixado a cidade já, ladeando a estrada apenas as arvores formando uma mata muito densa. Luc dirigia melhor do que eu imaginava, fazia as curvas como um piloto de corrida. Uma linha férrea surgiu da mata e corria junto a estrada velha.
- A gente deve estar se aproximando Denis....
- Já não te pedi para não me chamar assim?
O vampiro soltou um riso sínico.
- Tanto faz, onde eles estão? Que lugar é esse que fica aqui no meio do nada?
- O lugar não fica aqui.... o lugar está passando por aqui.... – Luc responde com charadas.
Levantei uma sobrancelha, pensando no que ele quis dizer....
Ouvi um barulho... eram tiros!?
- E aqui estão eles.... – Luc sorriu
Um utilitário preto corria pela estrada, uma moto também preta seguia a seu lado. Reconheci-os imediatamente, Érika na moto e o resto no SUV. Na linha férrea corria um trem, carregava tanto vagões de carga quanto de passageiros. No ultimo vagão, de carga estavam dois lycans, um estava no teto; o outro estava na parede, com as garras fincadas na lateral; era um lobo preto enorme.
Érika tentou se aproximar do trem, o lobisomem correu pela parede cravando as unhas no metal; tentou abocanhar sua cabeça. Ela puxou o freio, a freada vez com que a moto recuasse em relação ao trem; o lobo mordeu o vento.
Érika puxou uma pistola e disparou no lycan. O tiro acertou sue ombro, ele se pôs “de pé”, somente as patas de trás fincadas na parede, ela disparou mais três tiros acertando seu peito. O cadáver caiu na estrada, passou pela moto; Luc desviou o carro da carcaça que rolava no asfalto.
- Um trem! – eu exclamei ainda sem acreditar.
- Sabia que você iria gostar.....
A estrada subia uma elevação, o trem não. Érika não conseguiu subir a bordo
Luc acelerou, passamos ao lado do SUV, ele olhou para Bruno no volante e acenou discretamente, como dizendo “nós cuidamos disso”.
- Você não vai.... – antes que eu pudesse terminar Luc jogou o carro para fora da pista.
O Peugeot voou acertando o lycan no teto e aterrissou em cima do trem. Luc tentou manter o controle para o carro não cair...
- Ai minha lataria – ele lamentou após frear o carro, já engatando a ré.
O lobisomem atropelado se punha de pé, Luc acelerou, o carro passou por cima dele. Ele freou perto no ultimo vagão, o lobo estava caído no chão a nossa frente, ferido, mas voltando a se levantar.
- Você vai ficar ai sentado a noite toda? – ele me encarou.
Luc apertou um botão no painel, a porta destravou. Sai andava por cima do vagão em direção ao lycan. O monstro estava de pé, olhando em minha direção. Ele rosnou para mim, eu armei a foice. A ameaça só o deixou mais furioso. A besta correu na minha direção sem medo, o lobo deu o bote; girei a foice 360º em torno do meu corpo pegando velocidade, acertei a garganta do lycan em pleno vôo. Eu girei o corpo junto com a foice, arremessando o lobo para fora do trem, batendo com o focinho em uma arvore.
Olhei para trás, Luc estava encostado no capo de seu carro, me observando com os braços cruzados. Ele acenou com a cabeça me mandando ir. Eu avancei pelos telhados dos vagões, cheguei a um vagão de carga aberto, apenas uma plataforma com várias caixas. Um lobo pulou uma das caixas em cima de mim, me esquivei para esquerda, rodei a foice acertando a lamina no joelho esquerdo da pata traseira do lycan que caiu grunhindo. Outro lobisomem me vinha em minha direção pelo flanco direito, subi a foice com força cortando seu braço, ele perdeu o equilíbrio. Encaixei a lamina em seu quadril, passei a perna por trás do cabo e chutei o peito do animal, a foice cortou por sua cintura, separando seu torso de suas pernas; emendando o movimento da foice, cravei-a nas costas do outro lycan que ainda estava no chão. Ele soltou um ultimo rosnado.
“Essa arma é perfeita!” pensei por um instante, um estouro e um zumbido passou perto da minha cabeça me tirando dos meus pensamentos. Alguém estava atirando em mim, me escondi atrás de uma caixa, as balas acertavam as caixas e a parede do vagão de trás. O brilho azul quando o tiro encontrava a parede deixava claro, munição ultravioleta. Meu pensamento mudou para “Merda, por que eu não trouxe a pistola!”.
Luc estava sentado, encostado numa caixa do outro lado, como se não houvesse nada acontecendo.
- Vai ter que usar criatividade com esse ai Denis... – ele diz sem nenhuma alteração no tom da voz.
Eu pus o rosto para fora só para ver o inimigo, era apenas um homem, lycan em forma humana é claro, com uma pistola. Mas ele já disparou varas vezes contra mim só nessa fração de segundo. Não tem como bater de frente com ele. Eu olhava ao meu redor...
Eu pulei para fora do vagão, finquei a foice em uma caixa, usei-a como apoio para voltar, agora ao lado do homem que disparava em mim, ele se surpreendeu, antes que pudesse virar e mirar em mim novamente, acertei minha lamina em seu estomago. A reação da prata fez do ferimento ainda pior do que já é. Ele caiu de joelhos, puxei a lamina do seu corpo e com um giro acertei seu pescoço. A cabeça do homem voou. Luc estava de pé ao lado da cabeça que rolava no chão....
- Você continua me surpreendendo garoto... Mas ainda tem muitos vagões ai na frente...
- E você não vai fazer nada a noite inteira? – retruquei.
- Que foi, pedindo minha ajuda tão cedo? - ele responde um ar metido.
Respondi com um olhar de desprezo, virei as costas e segui rumo ao próximo vagão.
Chutei a porta. Lycans, lobos e humanos avançaram na minha direção. Os humanos portavam armas de fogo, mas o espaço apertado desse vagão de passageiros não favorecia seu uso. Os lobos tinham suas unhas e dentes, e essas sim eram armas preocupantes aqui dentro. Porém a foice me dava uma vantagem sobre todos eles, somente girando-a no ar eu os acertava a uma distancia segura, decepando-os, decapitando-os, a lamina cortava-lhes a carne como se fossem papel. Alguns segundos bastaram para transformar aquele vagão num banho de sangue.
Segui pela carnificina até a porta do próximo vagão, chutei-a também. Este outro vagão não era de passageiros era de carga. Havia uma expressa placa de metal logo na entrada. Veio muito bem a calhar, pois logo que passei por ela vi no fundo do vagão duas metralhadoras de grande calibre montadas no chão. Um homem pôs-se em uma delas e começou a atirar. Eu já estava escondido atrás da placa. Ele disparou direto por quase um minuto e então parou.
- Que se dane! – o homem exclamou.
Espiei para ver o que acontecia. Ele estava se transformando, em segundos passou de homem a lobo. E então se pôs nas patas traseiras, ele arrancou as metralhadoras, uma com cada mão, e como se fossem revólveres apontou-as na minha direção e segurou o dedo no gatilho caminhando na minha direção.
Tive de recuar para o vagão anterior. O lycan me seguia com passos lentos, tinha pouco equilíbrio andando em duas patas, ainda mais disparando aquelas armas pesadas.
As balas furavam as paredes e bancos do vagão ensangüentado, eu sai por uma janela do lado esquerdo, usei a foice para subir no telhado, mas a rajada de balas do lycan me seguia; perfurando o teto do vagão. Eu corria e o chão ia se furando atrás de mim, era uma competição em que venceria quem fosse mais rápido. Passei por cima de onde o lycan estava parado atirando; com o mesmo truque da foice voltei para dentro do vagão pela janela direita. Os braços do lobo ainda me seguiam, eu me agachei; o fogo da metralhadora passou por cima da minha cabeça. Uma ceifada e cortei as duas pernas dele na altura do joelho, continuando o movimento fazendo um circulo, acertei-o na cintura enquanto caia; o lycan se partiu em dois, e com uma segunda volta acertei-lhe o pescoço; e então lobo não assava de mais um na pilha de cadáveres daquele vagão...
Após isso, não havia mais barulho algum no trem, salvo as rodas nos trilhos, não ouvia nada, nem mesmo minha própria respiração.
Caminhei pelos vagões, seguindo rumo a locomotiva... eu sabia que havia alguém me esperando. Podia sentir.
Todos os vagões estavam repletos de caixas, até então que eu cheguei num completamente vazio. Não era outro vagão de passageiros, era de carga mesmo, mas não havia nenhuma. Somente um homem sentado no chão de pernas cruzadas, de costas pra porta por onde eu entrava.
- Proteger o trem.... – o homem começou a falar sem se virar – Velkan me mandou proteger o trem...... Trabalho que ele sabia que eu nunca aceitaria..... Trabalho que ele nunca me mandaria fazer.... Mas ele sabia... eu sabia também... – o homem vira o rosto e, a distância, olha nos meus olhos; eu posso ver o ódio emanando dele – eu sabia que você viria... – homem se levanta, estava vestindo um sobretudo – Dois meses atrás, naquela boate, você matou meu irmão.
- Dois meses atrás naquela boate vocês mataram meu melhor amigo – eu gritei de volta com raiva
- Velkan deu ao su amigo um presente! Um dom! Ele o fez melhor. Mas você e ele se reusaram a aceitar isso. E nos pagaram com sangue! – O homem tirou o casaco, jogou-o no chão e se virou de frente para mim. Estava sem camisa, com uma calça cortada na altura dos joelhos, em cada uma suas mãos, duas laminas que se amarravam em seu braço, davam a aparência de garras ou unhas de metal imensas, tinha a mesma arma nos pés. – Eu estou aqui para lhe dar o troco.
- Eu estava contando com isso! – empunhei a foice em uma postura agressiva.
- Meu irmão lhe deu a oportunidade de enfrentá-lo como humano, eu não serei tão piedoso.
O homem rosnou e se transformou em lobo em uma fração de segundo, ainda havia visto arma metamorfose lycan tão rápida. As manoplas e as “botas” serviam como uma extensão das garras do lobisomem. Era uma arma projetada para ser usada por lycans transformados. O homem tem cabelos pretos e olhos verdes logo, transformado havia se tornado um enorme lobo negro com os olhos verdes brilhando.
Ele correu em minha direção rosnando, saltou pra fincar as garras da frente em mim. Com a já usual ceifada horizontal, tentei acertar seu pescoço. Ele moveu o braço esquerdo, encaixou a lamina da foice entre as laminas de sua garra de metal, torceu o pulso travando minha arma. O lobo girou no ar e mirou sua garra direita na minha barriga, eu esquivei, mas ele ainda me fez um corte superficial.
O lycan tentou chutar meu rosto, as laminas do seu pé podiam facilmente cortar minha cabeça num golpe só; eu subi o cabo da foice defendendo o golpe. Puxei minha arma com força soltando a lamina do meio de suas garras. Acertei a ponta do cabo no seu focinho.
O lobisomem tentava me cortar com socos em seqüência, ele deu uma volta e chutou, como um roundhouse kick, eu defendi o golpe com o cabo novamente, mas ele chutou com a outra perna, como no Tae Kwon Do, e fincou as laminas do seu pé na minha barriga.
Ele continuou o ataque, ia descer o punho em meu pescoço. Juntei forças para me desviar rolando, levantei-me já com um golpe, fincando a foice no seu braço. Como que ignorando a dor, ele usou o braço ferido para prender minha lamina. Tentou me acertar com a outra mão, mas eu segurei sue punho. Ele então cravou os dentes no meu ombro.
A dor da mordida era agonizante, mas se perdesse minhas forças estava morto. Ele continuava a empurrar a garra na minha direção. Sua mandíbula estava triturando meu ossos, então que eu consegui esticar minha cabeça até perto dele, eu finquei meus dentes no seu ombro também.
Quando provei do sangue dele pude sentir minhas feridas se fechando, meu ossos reconstruindo. Eu tinha força de novo, empurrei o lycan com força me soltando de suas mandíbulas. Ele soltou minha foice de seu braço e acertou uma garrada no meu outro ombro, com a lamina presa nos meus ossos ele me levantou e me arremessou contra a enorme porta de ferro na lateral do vagão. Bati com tanta força que a porta caiu, num movimento instintivo eu prendi a foice no teto do trem para não cair também.
Estava lá pendurado no lado de fora do vagão. O lobisomem correu em minha direção e saltou, eu o chutei, desviando-o para o lado. Ele acertou uma arvore em alta velocidade, e caiu no chão rolando.
Mas nem ao menos parou, já estava correndo ao lado do trem, saltou e cravou as garras na parede de metal, vinha correndo pela lateral do trem na minha direção. Puxei-me para o telhado, ele subiu também. A luta continuou lá em cima, não importa como eu atacava ele desviava, mas eu estava conseguindo evitar os seus golpes também.
Uma placa de sinalização vinha em nossa direção, o trem passava por debaixo dela, por causa de um golpe que eu havia esquivado estava sem equilíbrio, eu deitei, a placa passou por cima de mim. O lycan pulou por cima da placa, quando vi ele estava caindo em minha direção com as laminas prontas para me empalar, eu subi a foice rápido e acertei seu estomago, levantei e girei o inimigo no ar, ia jogá-lo para fora do trem, mas ele ainda teve força para se agarrar a parede, segurou o cabo da foice e me puxou, queria me jogar para fora do trem, mas não tinha mais força. Eu acabei voltando para o interior do vagão, puxei a foice com o animal preso na ponta. Eu o joguei no chão, a efeito do ferimento com prata já estava se espalhando pelo seu corpo. Ele resolveu voltar à forma humana.
O moribundo estava a balbuciar lamentos em romeno, eu me aproximei, ajoelhei no seu pescoço e dei-lhe um soco na cara.
- Onde está seu chefe?
O homem respondeu com o que pareciam ser xingamentos em romeno... Eu o acertei de novo.
- Ele não precisa dizer aonde Velkan foi.... – Luc aparecia na porta do vagão – Todas essas caixas têm armas. E armas bem difíceis de se encontrar... Só tem um cara que pode fornecê-los isso.....
- Você matou meu irmão garoto... – o lycan começou a falar em português – Eu sabia que não seria páreo para você... Mas sabia que podia te segurar por um tempo....
- D, vem! Corre! – Luc gritou.
Ele foi para o vagão anterior e soltou-o do que eu estava, eu pulei para o vagão anterior também. Ele continuou correndo para o fundo do trem.
- Vem!!!!!
Em certa de 15 segundos corremos de volta até o carro estacionado no teto do último vagão, entramos Luc engatou a ré e o carro saltou para fora do trem.
Poucos segundos depois a parte da frente do trem explodiu. Uma enorme bola de fogo iluminou o céu, a onda de choque fez os vagões que soltamos descarrilarem também. Mesmo no carro que já estava bem distante sentimos o tremor.
Luc freou o carro...
- Sabia que você não ia me decepcionar lá dentro garoto....
- Eu por outro lado espera um pouco mais de você vampiro velho....
Luc soltou uma gargalhada.
- Eu gosto do sue estilo garoto, eu gosto mesmo...

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